Estudantes de Paranaguá criam aplicativo para localizar e mapear animais marinhos



Projeto foi desenvolvido na unidade do IFPR de Paranaguá, no Paraná.
Iniciativa busca ajudar pesquisadores a encontrar baleias encalhadas.

Um grupo de estudantes de Paranaguá, no litoral paranaense, desenvolveu um aplicativo para ajudar quem pesquisa a vida marinha. A plataforma Larus, que deve estar disponível em breve para os usuários de aparelhos móveis, ajuda a mapear os locais onde há aparições de animais como baleias, tartarugas, pinguins, entre outros.

Segundo o estudante Jorge Ferreira Neto, do Instituto Federal do Paraná (IFPR), um dos idealizadores do aplicativo, a demanda surgiu de pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que trabalham no monitoramento dessas espécies. Segundo ele, as equipes da UFPR recebem muitas notificações sobre as espécies marinhas encontradas em praias vindas da população. No entanto, as informações sobre as espécies e a localização exata nem sempre são precisas.

“Quando a população ligava, não sabia dizer qual era a localização exata, o animal, enfim”, explica Neto. Com o aplicativo, ele acredita que essa realidade possa mudar, já que além de informar a data e local, o programa também permite que sejam enviadas fotos dos animais. Assim, os pesquisadores podem criar um banco de dados mais preciso, com subsídios exatos sobre as ocorrências de onde baleias encalham, por exemplo. Além disso, quando os animais estiverem vivos, aumentam as chances de resgate, já que esse detalhe também consta no aviso gerado pelos usuários.

Segundo a professora Izabel Carolina Raittz Cavallet, que orientou o trabalho dos estudantes, o aplicativo Larus deve estar disponível para download em dispositivos com o sistema operacional Android, nas próximas semanas. Ela conta que esse foi o primeiro aplicativo criado pela linha de projetos de empreendedorismo inovador do IFPR. Além de Jorge, também participaram do desenvolvimento os alunos Flávia Rossato e Renata Cristina dos Santos.

Jorge, que recebeu uma bolsa de pesquisa para desenvolver o aplicativo, conta que essa foi a segunda experiência dele no ramo da programação. Antes disso, com outros dois colegas do curso de técnico de informática do IFPR, criou outra plataforma, de delivery de comida. A ideia, afirma, já começou a gerar renda para o jovem de 17 anos. “Passo meu tempo inteiro aprendendo a trabalhar com isso [programação]”, diz o adolescente, que já se imagina em uma faculdade estudando em algo relacionado à programação.

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